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Sábado, 9 de Agosto de 2008
Manutenção de MBUNAS parte IX

9. Comportamento:

 

 

Recordemos em primeiro lugar dois conceitos importantes para falar deste assunto:
- Comportamentos inter específicos (entre indivíduos de espécies diferentes);
- Comportamentos intra-específicos (entre indivíduos da mesma espécie).
Em geral o comportamento inter específico é bom desde que mantidos em boas condições tanto de compatibilidade como de manutenção, como algumas que já foram aqui referidas. Também é evidente que colocar um Melanochromis auratus num aquários com alguns neons, o seu comportamento inter específico não será dos melhores. Este exemplo extremo é para demonstrar apenas algumas das asneiras que eram cometidas nos anos 70 e que ainda se cometem por aquariófilos menos informados e que querem iniciar o hobby sem tentarem primeiro estudar as espécies que vão adquirir. O mesmo Melanochromis auratus colocado num aquário de 500l com outros M’bunas terá um comportamento razoável perante os outros habitantes (não podemos dizer no entanto que esta espécie seja particularmente calma e sociável).

Por outro lado, o comportamento intra-específico dos M’bunas é “mau”, principalmente entre os machos, já para as fêmeas é razoável na maioria das situações. Com efeito, é muito difícil ou quase impossível manter dois machos juntos num aquário relativamente pequeno, já num aquário de dimensões razoáveis poderá ser possível eles conviverem sem grandes “guerras” entre si. As fêmeas convivem bem juntas no aquário sem se importunarem muito umas às outras, excepto em alguns casos no período de incubação, em que estão na sua “toca” e poderão expulsar qualquer indivíduo que se aproxime delas, mas nada que se compare com a agressividade dos machos.

 

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publicado por Bruno Silva às 16:33
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Manutenção de MBUNAS parte VIII

8. Compatibilidade e Agressividade:

 

 

Se em parte podemos dizer que existe uma grande homogeneidade entre as várias espécies de M’bunas, tanto na cor, como no tamanho e constituição física, já podemos dizer que esta existe no que se refere ao seu comportamento. O seu comportamento espectacular e goza de uma diversidade que raramente se vê em outro tipo de géneros de peixes. Tanto devido ao seu hábito de constituírem territórios como pelo facto de serem poligâmicos e lutarem por um lugar hierárquico superior e assim terem o “direito” de acasalar com as fêmeas do aquário.

Consequentemente, podemos sim dizer que o comportamento (grau de territorialidade e agressividade) está longe de ser uniforme. Certas espécies podem ser consideradas calmas e pouco agressivas enquanto que outras podem são muito agressivas e com um comportamento menos bom para se manterem com as primeiras. Nestes últimos temos por vezes um grau de territorialidade muito acentuado também nas fêmeas.

Existem outros casos que a territorialidade é unicamente intra-específica, os indivíduos de outras espécies distintas são simplesmente ignorados. Por exemplo, no caso dos Melanochromis, não são territoriais, no entanto isso não os impede de serem muito agressivos e que quase sempre assumem a topo da hierarquia no aquário. Nem só a sua agressividade faz deles os mais fortes mas também o seu tamanho e a sua técnica de combate, em movimentos circulares muito apertados que qualquer outro grupo de M’bunas de tamanho equivalente consegue realizar.

Assim, ao contrário do que muito aquariófilos pensam, estes peixes são insuportáveis e impossíveis de manter num aquário pequeno, não é devido à sua territorialidade mas sim à sua agressividade inter e intra-específica.

Posto isto, poderemos dizer que a hierarquia e a harmonia do nosso aquário depende das espécies que escolhemos, tendo sempre em consideração o seu tamanho, territorialidade, agressividade, técnicas de combate, etc.

Relativamente a estes dois aspectos, posso afirmar que nos meus dois aquários de M’bunas que mantenho com muito orgulho e empenho, ambos possuem uma harmonia ideal ou perto disso. Ambos conseguem manter-se com uma agressividade moderada e isentos de casos de hibridações. Um deles está hierarquicamente dominado por um Labeotropheus fuelleborni (muito maior que os restantes) praticamente isento de agressividade inter específica mas que dado o seu tamanho consegue manter o respeito perante os restantes e manter um equilíbrio no aquário. No outro, é um caso totalmente distinto do primeiro, neste aquário mantenho espécies distintas entre si e todas elas aproximadamente do mesmo tamanho e agressividade idênticas. Tanto um como outro consegue-se observar o comportamento dominante de todos os machos das diferentes espécies, e como consequência ter o privilégio de periodicamente ninhadas de alevins serem vistas vaguearem pelo aquário, sem nunca haver casos críticos de agressividade entre eles.

Como conclusão, existem vários factores a serem considerados no momento de povoarmos o nosso aquário seja ele de que tamanho for, que passo a referir aqueles que me parecem mais importantes e alguns já abordados anteriormente e outros o serão mais adiante:

  • Tamanho
  • Agressividade
  • Técnicas de combate e o vigor com que defendem o seu território
  • Comportamentos inter e intra específico
  • Padrão de cor

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publicado por Bruno Silva às 16:31
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