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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008
Comportamento e Reprodução das Espécies

Por:  Nuno Sénica e Ana Caixinha em Ciclideos.com

 

Ao nível do comportamento encontramos uma diversidade imensa. Os vivíparos (guppys, platys, mollys) vivem em comunidade e reproduzem-se muito facilmente podendo tornar-se numa “praga” uma vez que a população aumenta muito rapidamente e por vezes de forma descontrolada. Os machos fecundam as fêmeas e algum tempo de pois a fêmea expele os peixes já completamente formados. Uma vez que é bastante visível a gravidez destas fêmeas opta-se frequentemente por coloca-las numa maternidade até que os pequenitos nasçam.
Outros peixes, como é o caso dos ciclideos dos grande lagos africanos, vivem numa sociedade com base num macho dominante que mantém um harém de fêmeas religiosamente e violentamente se necessário. O ritual de acasalamento é uma bela dança e as fêmeas guardam os ovos fecundados na boca (incubadores bocais) durante aproximadamente 21 dias antes de os largarem e os deixarem entregues a si próprios.
Temos também os peixes monógamos, que formam casais para a vida e que cuidam das suas crias como se do bem mais precioso se tratasse como é o caso dos Symphysodon aequifasciatus/discus e kribensis (pelvicachromis pulcher).
Existe ainda peixes que habitam em colónias hierárquicas entre conchas de caracol (conchiculas do lago Tanganyika), que colocam ovos em pedras/grutas/conchas e os defendem com “unhas e dentes”.

Este comportamento e a personalidade dos nossos peixes prendem-nos horas a fio a olhar para o aquário e é o que faz com que este meio se torne tão fascinante. Se eles se sentirem bem poderemos assistir à reprodução e criação que é qualquer coisa de fantástico e fascinante neste mundo, salvo algumas excepções em que a reprodução em cativeiro é muito difícil.

Tudo isto pode parecer muito complicado mas não é, apenas se pretende esclarecer que tem que existir algum bom senso e muita pesquisa prévia. Geralmente, por falta de informação, acabam por ser cometidos erros fatais e o resultado final não é dos melhores, as pessoas acabam por desistir sem que tenham tido o prazer de desfrutar deste hobby apaixonante. A internet é hoje em dia uma grande fonte de informação onde podemos encontrar alguns locais de referência em português:
 

  • www.ciclideos.com – portal totalmente dedicado a ciclideos
  • www.aquariofilia.net – forúm de discussão genérico

 



publicado por Bruno Silva às 11:41
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Manutenção do Aquário

Por:  Nuno Sénica e Ana Caixinha em Ciclideos.com

 

... a água

Primeira noção a reter: Nunca lavar o aquário por completo, salvo raras excepções como no caso de algumas doenças. A lavagem do aquário é, muitas vezes feita da seguinte forma: retiram-se os peixes para um balde (às vezes com água comum da torneira ainda com cloro ou um balde mal lavado que foi usado anteriormente com detergente), despeja-se o aquário, retirando as pedras, o areão/areia, o filtro, etc.., lava-se tudo muito bem e volta-se a encher de novo e a colocar lá dentro tudo o resto. Este procedimento é comum e completamente errado precisamente por causa do já referido ciclo do azoto.
Então qual é o procedimento correcto? Pois bem, a água nunca se substitui totalmente, devem-se efectuar trocas parciais de água (TPA). A TPA num aquário é o procedimento mais importante que se deve realizar, com ela eliminamos os agentes nocivos como a amónia, nitritos e nitratos e introduzimos novos nutrientes no aquário. A água nova deverá ser condicionada com anti-cloro, e reguladores de Ph, se necessário, pois este deve estar com valor mais perto possível da água do aquário. A frequência das TPA depende de inúmeros factores, nomeadamente da capacidade de filtragem e espécies em causa. Regra geral troca-se entre 20-30% de água de 2 em 2 ou 3 em 3 semanas. Durante uma TPA deverá limpar os vidros, por exemplo com um cartão bancário (já caducado) que sendo de plástico não risca o vidro e aspirar os detritos acumulados no substrato.

... o filtro

Lavar muito bem o filtro é um erro pois mata grande parte das colónias de bactérias essenciais para a saúde e bem estar dos peixes. No caso de possuir um filtro externo deverá aproveitar uma TPA para fazer uma lavagem seguindo exactamente o mesmo procedimento dos filtros interno, no entanto não necessita de o fazer em todas as TPAs, de 4 em 4 meses é suficiente.

... a flora

Eventualmente pode aproveitar uma TPA para podar as plantas.

 

 



publicado por Bruno Silva às 11:40
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