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Sábado, 9 de Agosto de 2008
Manutenção de MBUNAS parte IV

4. Um aquário de M’bunas

 

 

Mesmo sendo os M’bunas espécies de tamanho moderado, devido a seu comportamento agressivo um aquário para eles deve ser o maior possível, dando principalmente importância ao seu comprimento e largura e menos à sua altura, ou seja quanto mais longo e largo melhor. O mínimo volume que poderá albergar alguns trios (3 a 4) serão 200L (100*40*50) de espécies particularmente calmas e pequenas. Eu diria que um tamanho razoável para manutenção destes peixes será um aquário de 500L, permitindo assim introduzir um maior número de indivíduos, tanto em quantidade como em variedade. Convém também referir que super-povoar o aquário poderá ser um factor de diminuição da agressividade entre eles.

Como valor indicativo habitualmente é aconselhado ter 3 a 4 litros de água para cada cm de peixe adulto, no entanto na minha opinião poderemos “apertar” um pouco esses valores, mas nunca muito longe destes valores. É claro que podemos meter 30 M’bunas num aquário de 200L, mas temos um caso muito sério nas mãos.

Deve evitar-se o uso de troncos já que estes podem baixar o pH.
Com o objectivo de se imitar o seu meio natural, a decoração para os aquários deve incluir muitas rochas que formarão esconderijos para os peixes definirem os seus territórios e também poderem esconder-se e assim se protegerem de agressões por parte dos outros habitantes, no entanto é necessário prever uma área aberta para natação. Deve-se dispor de um aquário bastante largo de maneira a termos uma maior noção de profundidade como também termos uma maior estabilidade da decoração. Quando possível devemos considerar algumas zonas sem rochas e entre estas por forma a criarmos mais facilmente os territórios para os M’bunas. Do ponto de vista estético, devemos ter uma certa homogeneidade nas rochas de decoração, tanto na sua forma como na sua coloração, é claro que tudo depende dos nossos gostos e preferências. O substrato deve ser de um material que ajude as potencialidades do poder tampão do pH da água (buffering). Pode-se por exemplo usar para esse efeito dolomite ou corais esmagados misturados com areia fina. O uso de troncos, ainda que pouco utilizado neste tipo de biótopos, existe em habitats de certas destas espécies como por exemplo os Pseudotropheus sp. “acei”.

No entanto quando usarmos estes troncos devemos sempre ter em consideração que eles podem fazer com que o ph possa baixar devido a terem componentes ácidos, sendo assim devemos providenciar troncos que estejam há muito tempo dentro de água ou mesmo noutros aquário, garantindo assim que a presença de substâncias ácidas seja praticamente nula.

Há quem defenda o uso de decorações “fixas” com poleuretano expandido ou poliestireno, muito estéticas quando bem realizados, prevenindo desmoronamentos da decoração, no entanto este tipo de decorações têm várias desvantagens associadas: em primeiro lugar, e como veremos mais à frente, na introdução de novos habitantes e por outro, na captura de peixes em incubação, doentes ou mesmo alevins que tenham nascido no aquário. Por isso eu aconselho decorar um aquário de M’bunas ou outros ciclídeos com características idênticas a estes, com decorações “soltas” e fáceis de remover quando necessitamos de realizar qualquer das operações acima descritas.
No caso de aquários em que o aspecto estético não seja um factor importante, caso por exemplo de aquários de crescimento ou quarentena, poderemos decorar o aquário com uns vasos de flores, tijolos ou qualquer outro acessório de modo a criarmos o maior número de esconderijos para os habitantes.

O uso de plantas quase sempre se torna numa tentativa falhada devido à natureza vegetariana destes ciclídeos africanos. A iluminação não é crítica podendo ser usado qualquer espectro de cor conforme o gosto, no entanto na minha opinião deve-se usar uma iluminação, tanto em quantidade como em qualidade que promova o crescimento de algas.
A composição físico-química da água do lago Malawi difere extremamente de todos biótopos restantes e assemelha-se mais à água do mar do que propriamente à água doce tropical. É uma água doce e alcalina, com alguns valores referidos anteriormente neste documento, valores estes que nem sempre são fáceis de conseguir no aquário. Mas felizmente os peixes têm alguma tolerância a essas condições e adaptam-se a pequenas variações do seu meio. Uma água da torneira dura a semi-dura será conveniente, uma água pouco dura ou macia deverá ser alcalinizada de modo a conseguirmos estabilizar o pH. Para esse efeito existem sais no mercado elaborados especificamente para tal como outros produtos químicos que falaremos mais adiante.

Com uma frase do Ad Konings proferida numa entrevista para a revista da Associação Belga de Ciclídeos, em que ele diz preferir os ciclídeos do Malawi pelas suas cores lindíssimas mas que não os mantém em casa, porque eles só exibem essas cores no lago, ficamos um pouco pensativos e até com alguns problemas de consciência. Esta opinião é partilhada por muitos dos exploradores e cientistas que estudam estes peixes no seu próprio meio, ou seja, todos partilham da mesma ideia: os M’bunas só exibem a suas verdadeiras cores no sei meio natural. E à parte das condições da água eles também consideram que a falta de volume/espaço no aquário também pode ser um factor determinante.
Uma receita muito defendida no meio aquariófilo para aumentar a alcalinidade da água é adicionando Bicarbonato de Sódio de maneira a conseguirmos obter um KH entre 7 e 7,5 o que implica um pH de 8,2. Na revista nº34 de 12/83 da AFC é referida uma receita que se aproxima mais das características físico-químicas do lago (146mg/l de bicarbonato – ¼ de bicarbonato de Potássio + ¾ de bicarbonato de Sódio). Tanto num caso como noutro aconselham a usarmos água desmineralizada. Nos meus aquários uso o bicarbonato de Sódio no momento das mudas de água (água directa da rede pública) conseguindo ter um pH constante e sempre entre 8,2 e 8,4. Se conseguirmos que a água tenha valores de dureza e pH o mais próximos das valores do meio ambiente dos peixes, de certeza que eles ficarão mais coloridos e mais parecidos com os que se vêm no lago.

Também não podemos esquecer que a iluminação tem muita influência na coloração dos peixes, nada conseguirá substituir a iluminação fornecida pelo sol, mas no entanto poderemos simular essa iluminação artificialmente, tanto em quantidade como em qualidade. Algumas marcas existentes no mercado fornecem lâmpadas com um espectro luminoso muito bom para manutenção de peixes de aquário (Biolux, Aquaglo, Aquastar, etc…). Nos meus aquários, uso as Osram 11 860 com 6000ºK combinadas em alguns casos com trifosforos de 10000ºK. As Osram 11 são muito boas, com um espectro muito completo e com uma grande vantagem às existentes nas lojas de aquariofilia: são muito mais baratas. Podemos também adicionar um tubo azul na proporção de 1 W de azul para 3 a 4 W de branca, e assim realçar os tons azuis dos peixes. Não se pode abusar no azul já que corremos o risco de atenuar os amarelos dos peixes. Outro tipo de iluminação que se pode usar nos nossos aquários de M’bunas são as lâmpadas HQI, principalmente no caso dos aquariófilos que possam despender de mais algum dinheiro para a iluminação dos seus aquários. Estas últimas fornecem um fluxo luminoso que realça muito bem as cores dos peixes e combinada com uma boa circulação da água à superfície simulam muito bem as condições naturais. Estas lâmpadas devido ao seu preço e ao consumo energético associado, não se tornam uma boa solução para aquários pequenos ou médios ou para aquariófilos menos afortunados.

Uma constante em todos os aquários de ciclídeos africanos é o teor de oxigénio na água. Ele deverá ser o maior possível, e para isso deveremos usar um bom aquário de decantação (“sump”) ou um filtro semi-húmido alimentados por uma bomba com um caudal de 3 a 5 vezes o volume do aquário por hora. Em aquários pequenos (200 a 300 litros) podemos usar um filtro exterior com capacidade de 7 a 10 vezes o volume por hora, e assim conseguimos manter a água em óptimas condições. Podemos complementar a aeração do aquário com uma bomba de ar ou mesmo colocando um sistema adaptado ao filtro para fazer esse efeito. Não esquecer que a taxa de oxigénio dissolvido na água está pendente da temperatura da água, ou seja, varia inversamente proporcional com esta. Logo termos a água a 25ºC é sempre melhor que ter a água a 28ºC, por outro lado não devemos ter a temperatura abaixo dos 25ºC já que os peixes ficam mais sensíveis e como consequência mais susceptíveis de contrair doenças.

Outra substância que é importante controlar e manter o mais baixa possível, são os nitratos, o que não é muito fácil de obter usando a água da rede pública que geralmente tem uma taxa bastante elevada. Felizmente, os M’bunas suportam bem uma taxa de 100mg/l. Podemos controlar essa taxa de nitratos com as mudas regulares de água (30% todos os 15 dias).

 

Retirado de :



publicado por Bruno Silva às 16:20
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