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Sábado, 9 de Agosto de 2008
Manutenção de MBUNAS parte V

5. Alimentação e Doenças

 

 

É difícil separar estes dois pontos. Com efeito, um peixe bem nutrido raramente adoece. Se além disso lhe dermos umas boas condições de habitabilidade e manutenção, pode-se dizer que os M’bunas são “inquebráveis”.

 

Alimentação:

No que respeita à alimentação deve-se ter em atença dois aspectos: qualidade e variedade.
Para a qualidade teremos que assumir como referência os estudos feitos aos ingredientes encontrados no estômago dos peixes capturados no seu meio natural; em que os resultados dos estudos nos dizem que estes peixes se alimentam basicamente de algas e de pequenos seres que nelas se escondem. A este conhecimento devemos juntar alguma experiência dos aquariófilos que têm conseguido algumas receitas caseiras para substituir o alimento natural.

Todos os alimentos à base de carne, coração de boi, etc… devem ser evitados podendo provocar doenças intestinais dos M’bunas e em doses muito elevadas podem mesmo provocar uma degeneração das células do fígado. No livro “O grande livro dos ciclídeos” ainda vão mais longe, desaconselhando qualquer alimento constituído por substâncias provenientes de mamíferos (leite, carne…) porque as gorduras provenientes de animais de sangue quente são muito difíceis de assimilar pelos peixes a uma temperatura de 25ºC.

Para o alimento de base podemos utilizar uma receita muito usada e testada vezes sem conta, variando apenas nas quantidades:

  • 100g de ervilhas congeladas;
  • 100g de miolo de camarão congelado;
  • 1 colher de sobremesa de Spirulina em pó;
  • 10g de gelatina;
  • Algumas gotas de vitaminas concentradas.

Podemos ainda complementar essa alimentação de base com pastilhas de spirulina, flocos ou granulados à base de vegetais existentes à venda nas lojas da especialidade. Podemos por vezes também administrar artémia congelada, é um bom complemento aos alimentos atrás referidos.

Outro conselho importante referente à alimentação é no que respeita à quantidade. Os m’bunas são peixes “glutões” que comem tudo que se lhe der, e os resultados são impressionantes, vêm-se por vezes Metriaclima lombardoi com 20 cm e Labidochromis caeruleus com 15 e 16 cm, os quais não ultrapassam os 8 a 12 cm (8 para os mais pequenos e 12 para os maiores) no seu meio natural. Por consequência estes peixes são excessivamente adiposos e com a região pélvica cheia de gordura. Estes peixes são do estilo americano alimentado a oca cola e hambúrguer. Por isso, devemos alimentar os nossos peixes regradamente e em quantidades pequenas de modo a evitar a obesidade. Por vezes convém mesmo deixá-los uns dias de dieta alimentar, já que eles não vão morrer de fome. Nas férias no entanto convém prever uma alimentação mínima, já que estes peixes devido à sua actividade gastam muito rapidamente as suas reservas caloríficas.

 

As doenças:

 

Os m’bunas são mais resistentes comparados com os peixes em geral, no entanto também não são tanto como se possa pensar: a esperança de vida em aquário é sensivelmente de 10 anos, mas poucos indivíduos chegam a essa idade. Comparados com certos peixes “indestrutíveis”, tais como os “Plecos”, os grandes Caracídeos, “Labeos”, etc. Eles são mais sensíveis que estes últimos a um certo número de doenças.

Em primeiro lugar podemos falar das doenças cutâneas: os hectoparasitas tais como o Oodinium podem provocar um desastre num aquário doente, super-povoado, mal filtrado e mal areado. A super-população pode facilmente acontecer provocada por uma ou duas ninhadas de alevins soltos pelas suas mães dentro do aquário e não capturados, fazendo aumentar a população num pequeno período de tempo. Como os M’bunas são peixes bastante agressivos, essas agressões são quase constantes num aquário muito povoado. Os machos dominados e as fêmeas são os mais expostos a estas agressões e consequentes danos no corpo do peixe, mas por vezes o macho dominante ou a fêmea alfa podem sofrer agressões no momento de qualquer outro indivíduo querer subir na hierarquia. As feridas provocadas por estas agressões são um ponto susceptível de infecções. Outro dos factores que podem provocar agressões cutâneas e consequentes infecções são as pedras da decoração se tiverem asperidades, é o caso das rochas vulcânicas.
Os M’bunas como todos os outros petrícolas do Tanganyika, são susceptíveis às diferentes formas de hidropsia da qual é difícil de determinar o agente patogénico. Esta infecção é geralmente manifestada através de um “inchasso” do ventre e de carácter muito contagiosa, pode-se propagar por todos os peixes do aquário em pouco tempo.
Para evitar qualquer destas formas de hidropsia e posterior contaminação dos outros indivíduos, será termos sempre cuidado com a alimentação e quando detectarmos que um peixe deixa de comer retiramo-lo imediatamente do aquário comunitário.
Um dos tipos de hidropsia e muito conhecida no seio dos ciclidófilos é a “Malawi bloat”, ou o “inchasso do Malawi” que normalmente é associado à má alimentação e a condições da água menos boas. Esta doença não é só característica destes peixes, mas também muito frequente no Tropheus do Tanganyika.

 

Retirado de :



publicado por Bruno Silva às 16:21
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